Vejam o Mundo Perfeito de hoje, ou a notícia no Terra Notícias (e em vários outros lugares).
Alguém tinha alguma dúvida de que esse, se não fosse o único motivo para a invasão, estava entre os principais e com destaque?
Por outro lado, vemos a importância dada ao combustível fossil, que sabemos ser limitado e extremamente poluente - além da concentração de capital que provoca. Nós, o Brasil, já éramos citados em 1982 no Ponto de Mutação, do Fritjof Capra, por nossas pesquisas e utilização do álcool combustível. Uma fonte de energia cujo ciclo (da absorção da energia solar até a obtenção do combustível em sua forma de utilização) é relativamente curto. Temos ainda várias outras possibilidades, principalmente quando pensamos globamente e agimos localmente: parques de energia eólia e solar, cujas produções não devem pretender suprir toda uma nação, mas apenas as redondezas de seu local de geração; outras formas de biomassa - além da cana, outros vegetais são propícios à obtenção de álcool e produtos interessantes; e o metano que pode ser obtido da fermentação do lixo orgânico e dos esgotos - dando ainda como subprouto, ótimos fertilizantes orgânicos.
Quando vamos parar de repensar a matriz energética e, efetivamente, criar uma nova, mais adequada aos tempos atuais?
quinta-feira, junho 05, 2003
Lembro-me de uma das primeiras coceiras, quando ainda nem tínhamos uma lista de discussão, apenas um email inicial e várias respostas com cópias para todo mundo. Falava sobre as recomendações de um delegado para diminuirmos o risco de assalto em semáforos de trânsito. Minha indignação foi o tolhimento da liberdade de ir e vir.
Hoje recebi um email sobre uma "nova modalidade de assalto", e recebi duas vezes:
"Você e seus amigos estão num bar, batendo papo, tomando uma cervejinha e se divertindo. De repente, chega um indivíduo e pergunta de quem é o carro tal, com placas tal, estacionado na rua, solicitando que o(a) mesmo(a) dê um pulinho lá fora para manobrar o carro, que está dificultando a saída de outro. Você, bastante solícito(a), vai e, ao chegar ao seu carro, anunciam o assalto e levam seu carro e mais pertences. E ainda tem sorte se não levar um tiro.Numa mesma noite o resgate da Polícia Militar atendeu três pessoas baleadas, todas envolvendo a mesma história. Repasse esta notícia para alertar seus amigos...não custa nada prevenir."
Bom, desta vez temos o abuso à boa vontade e, ainda, continuamos com a ineficácia do policiamento - que, de passagem, não é culpa exclusiva das instituições responsáveis, polícias e governos, mas também de toda uma estrrutura social que já não se suporta mais. Mas o mais importante é que se cada um de nós lembrar da velha máxima de não fazer aos outros aquilo que não gostaria que fizessem consigo, nós nunca estacionaremos nossos veículos de maneira a bloquear garagens ou impossibilitar as manobras de quem já está estacionado.
Hoje recebi um email sobre uma "nova modalidade de assalto", e recebi duas vezes:
"Você e seus amigos estão num bar, batendo papo, tomando uma cervejinha e se divertindo. De repente, chega um indivíduo e pergunta de quem é o carro tal, com placas tal, estacionado na rua, solicitando que o(a) mesmo(a) dê um pulinho lá fora para manobrar o carro, que está dificultando a saída de outro. Você, bastante solícito(a), vai e, ao chegar ao seu carro, anunciam o assalto e levam seu carro e mais pertences. E ainda tem sorte se não levar um tiro.Numa mesma noite o resgate da Polícia Militar atendeu três pessoas baleadas, todas envolvendo a mesma história. Repasse esta notícia para alertar seus amigos...não custa nada prevenir."
Bom, desta vez temos o abuso à boa vontade e, ainda, continuamos com a ineficácia do policiamento - que, de passagem, não é culpa exclusiva das instituições responsáveis, polícias e governos, mas também de toda uma estrrutura social que já não se suporta mais. Mas o mais importante é que se cada um de nós lembrar da velha máxima de não fazer aos outros aquilo que não gostaria que fizessem consigo, nós nunca estacionaremos nossos veículos de maneira a bloquear garagens ou impossibilitar as manobras de quem já está estacionado.
quarta-feira, junho 04, 2003
Hoje de manhã ouvi um belo absurdo naquele "Conexão Rio-São Paulo" da CBN.
Os caras disseram, acho que era o Pioto falando, que a quantidade de seqüestros relâmpago está muito acima do razoável.
Por Tutatis!! diria Asterix.... existe algum número positivo (ou seja, maior que ZERO) que seja uma quantidade razoável de ocorrências dessa natureza?
Os caras disseram, acho que era o Pioto falando, que a quantidade de seqüestros relâmpago está muito acima do razoável.
Por Tutatis!! diria Asterix.... existe algum número positivo (ou seja, maior que ZERO) que seja uma quantidade razoável de ocorrências dessa natureza?
sexta-feira, maio 30, 2003
Ah, então é assim aqui dentro?!? Muito bom.
Atendendo ao clamor do Maurécio, vou tentar ajudá-lo a deixar isso aqui menos parado e abandonado.
Então vou começar a escrever. Acho que pra que nos habituemos ao Blog, temos que tornar o link entre a lista e o site mais dinâmico. Proponho aos briocos que as discussões sejam feitas daqui,e que toda vez que alguém publicar algo novo, envie para a lista com link para a página.
Atendendo ao clamor do Maurécio, vou tentar ajudá-lo a deixar isso aqui menos parado e abandonado.
Então vou começar a escrever. Acho que pra que nos habituemos ao Blog, temos que tornar o link entre a lista e o site mais dinâmico. Proponho aos briocos que as discussões sejam feitas daqui,e que toda vez que alguém publicar algo novo, envie para a lista com link para a página.
segunda-feira, maio 26, 2003
quinta-feira, maio 08, 2003
Sobre o pronunciamento do Sr. Deputado Coronel Ubiratan na 13ª Sessão Ordinária da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, em 02/04/2003.
Assim como o Silney respondeu na lista de emails, também acho que o Coronel tocou em questões complicadas e, em boa parte delas, a minha posição a respeito é muito semelhante à dele.
É bem verdade que o filme Carandiru, assim como o livro em que foi baseado, expõe apenas o ponto de vista do médico, que, por sua vez, foi construído com base apenas nas histórias dos presos e no seu dia-a-dia num local a que nenhum outro homem livre teve acesso. Isto é claramente anunciado tanto no livro quanto no filme. Acho que no livro é no começo mesmo, não estou certo. No filme, o aviso vem no fim, antes dos letreiros. Faz todo o sentido - a arte do cinema funciona melhor quando o espectador não tem pré-julgamentos.
E por falar em pré-julgamentos, discordo do Coronel quanto critica o fato de que o filme erra ao só mostrar um lado. Um filme é um filme é um filme. E seus realizadores têm todo o direito de mostrar o que quiserem, verdades parciais, mentiras... desde que sejam claros quanto a seus objetivos. E o deste filme é mostrar um lado, o mesmo que é mostrado no livro.
Por outro lado, mas ainda falando de pré-julgamentos, quase nada no mundo é 8 ou 80, e como há ainda processos em andamento, concordo com o Coronel quando ele diz recear que o filme influencie o julgamento destes processos, de maneira visivelmente tendenciosa. Acho que a arte é livre, mas as pessoas que praticam esta liberdade devem levar em conta seus efeitos. Se a intenção do Babenco era usar seu poder de comunicação para inluenciar estes processos, ele pode ter conseguido, ao menos tentou. Mas se fez o filme sem pensar nesta questão, então ele errou.
No mais, concordo com o Deputado Coronel, em tudo o que diz neste pronunciamento (segundo a transcrição que recebi), especialmente quanto ao alvoroço da mídia sobre a dor de barriga do Beira-Mar e o descaso da mesma com a situação lamentável de tantas crianças e adultos, jovens e velhos... Na verdade, muito me preocupa o foco de atenção de todas as instâncias do poder público, até a presidência, com este e tantos outros marginais, quando a maioria destas instâncias deveria estar fazendo o seu trabalho, com a certeza de que as instituições apropriadas estariam cuidando da marginalidade.
Assim como o Silney respondeu na lista de emails, também acho que o Coronel tocou em questões complicadas e, em boa parte delas, a minha posição a respeito é muito semelhante à dele.
É bem verdade que o filme Carandiru, assim como o livro em que foi baseado, expõe apenas o ponto de vista do médico, que, por sua vez, foi construído com base apenas nas histórias dos presos e no seu dia-a-dia num local a que nenhum outro homem livre teve acesso. Isto é claramente anunciado tanto no livro quanto no filme. Acho que no livro é no começo mesmo, não estou certo. No filme, o aviso vem no fim, antes dos letreiros. Faz todo o sentido - a arte do cinema funciona melhor quando o espectador não tem pré-julgamentos.
E por falar em pré-julgamentos, discordo do Coronel quanto critica o fato de que o filme erra ao só mostrar um lado. Um filme é um filme é um filme. E seus realizadores têm todo o direito de mostrar o que quiserem, verdades parciais, mentiras... desde que sejam claros quanto a seus objetivos. E o deste filme é mostrar um lado, o mesmo que é mostrado no livro.
Por outro lado, mas ainda falando de pré-julgamentos, quase nada no mundo é 8 ou 80, e como há ainda processos em andamento, concordo com o Coronel quando ele diz recear que o filme influencie o julgamento destes processos, de maneira visivelmente tendenciosa. Acho que a arte é livre, mas as pessoas que praticam esta liberdade devem levar em conta seus efeitos. Se a intenção do Babenco era usar seu poder de comunicação para inluenciar estes processos, ele pode ter conseguido, ao menos tentou. Mas se fez o filme sem pensar nesta questão, então ele errou.
No mais, concordo com o Deputado Coronel, em tudo o que diz neste pronunciamento (segundo a transcrição que recebi), especialmente quanto ao alvoroço da mídia sobre a dor de barriga do Beira-Mar e o descaso da mesma com a situação lamentável de tantas crianças e adultos, jovens e velhos... Na verdade, muito me preocupa o foco de atenção de todas as instâncias do poder público, até a presidência, com este e tantos outros marginais, quando a maioria destas instâncias deveria estar fazendo o seu trabalho, com a certeza de que as instituições apropriadas estariam cuidando da marginalidade.
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